Publishit!
Posted in Uncategorized on Maio 29, 2009 by oitentacincoCRIME DE MENTIRA. A publicidade não vende produtos nem idéias, mas um modelo falsificado e hipnótico da felicidade, seduzir um grande publico com um modelo de existência cujo padrão exige uma renovação constante de todos os objetos do dia-a-dia.A publicidade oferece aos nossos desejos um universo subliminar que insinua que a juventude,
a saúde, a virilidade, a feminilidade dependem daquilo que compramos. (Toscani)
Desobediência: A virtude Original do Homem Oscar Wilde (em The Soul of Man under Socialism, 1891)
Posted in Uncategorized on Maio 5, 2009 by oitentacincoPode-se até admitir que os pobres tenham virtudes, mas elas devem ser lamentadas. Muitas vezes ouvimos que os pobres são gratos à caridade. Alguns o são, sem dúvida, mas os melhores entre eles jamais o serão. São ingratos, descontentes, desobedientes e rebeldes – e têm razão. Consideram que a caridade é uma forma inadequada e ridícula de restituição parcial, uma esmola sentimental, geralmente acompanhada de uma tentativa impertinente, por parte do doador, de tiranizar a vida de quem a recebe. Por que deveriam sentir gratidão pelas migalhas que caem da mesa dos ricos? Eles deveriam estar sentados nela e agora começam a percebê-lo. Quando ao descontentamento, qualquer homem que não se sentisse descontente com o péssimo ambiente e o baixo nível de vida que lhe são reservados seria realmente muito estúpido.
Qualquer pessoa que tenha lido a história da humanidade aprendeu que a desobediência é a virtude original do homem. O pregresso é uma conseqüência da desobediência e da rebelião. Muitas vezes elogiamos os pobres por serem econômicos. Mas recomendar aos pobres que poupem é algo grotesco e insultante. Seria como aconselhar um homem que está morrendo de fome a comer menos; um trabalhador urbano ou rural que poupasse seria totalmente imoral. Nenhum homem deveria estar sempre pronto a mostrar que consegue viver como um animal mal alimentado. Deveria recusar-se a viver assim, roubar ou fazer greve – o que para muitos é uma forma de roubo.
Quanto à mendicância, é muito mais seguro mendigar do que roubar, mas é melhor roubar do que mendigar. Não! Um pobre que é ingrato, descontente, rebelde e que se recusa a poupar terá, provavelmente, uma verdadeira personalidade e uma grande riqueza interior. De qualquer forma, ele representará uma saudável forma de protesto. Quanto aos pobres virtuosos, devemos ter pena deles mas jamais admirá-los. Eles entraram num acordo particular com o inimigo e venderam os seus direitos por um preço muito baixo. Devem ser também extraordinariamente estúpidos. Posso entender que um homem aceite as leis que protegem a propriedade privada e admita que ela seja acumulada enquanto for capaz de realizar alguma forma ed atividade intelectual sob tais condições. Mas não consigo entender como alguém que tem uma vida medonha graças a essas leis possa ainda concordadar com a sua continuidade.
Entretanto, a explicação não é difícil, pelo contrário. A miséria e a pobreza são de tal modo degradantes e exercem um efeito tão paralisante sobre a natureza humana que nenhuma classe consegue realmente ter consciência de seu próprio sofrimento. É preciso que outras pessoas venham apontá-lo e mesmo asim muitas vezes não acreditam nelas. O que os patrões dizem sobre os agitadores é totalmente verdadeiro. Os agitadores são um bando de pessoais intrometidas que se infiltram num determinado segmento da comunidade totalmente satisfeito com a situação em que vive e semeiam o descontentamento nele. É por isso que os agitadores são necessários. Sem eles, em nosso estado imperfeito, a civilização não avançaria. A abolição da edscravatura nos EUA não foi uma conseqüencia da ação direta dos escravos nem uma expressão do seu desejo de liberdade. A escravidão foi abolida graças à conduta totalmente ilegal de certos agitadores vindos de Boston e de outros lugares,que não eram escravos, não tinham escravos nem qualquer relação direta com o problema. Foram eles, sem dúvida que começaram tudo. É curioso observar que dos próprios escravos eles só receberam pouquíssima ajuda material e quase nenhuma solidariedade. E quando a guerra terminou e os escravos descobriram que estavam livres, tão livres que podiam até morrer de fome livremente, muitos lamentaram amargamente a nova situação. Para o pensador, o fato mais trágico na Revolução Francesa não foi que Maria Anotnieta tenha sido morta por ser rainha, mas que os camponeses famintos da Vendée tivessem concordado em morrer defendendo a causa do feudalismo.
Willian Morris O Trabalho e a Máquina (em A Fábrica como ela poderia ser, 1884)
Posted in Uncategorized on Abril 15, 2009 by oitentacincoQuanto ao trabalho, ele será, em primeiro lugar, útil e, portanto, digno e honrado; pois não haverá a tentação de fabricar apenas brinquedos inúteis, já que não teremos mais homens quebrando a cabeça para descobrir novas formas de gastar dinheiro supérfluo e, conseqüentemente, não teremos também os “organizadores da produção” qie, pensando apenas no lucro, prestam-se a toda a espécie de tolice, desperdiçando sua inteligência e energia a imaginar ardis para ganhar dinheiro sob a forma de quinquilharias que eles próprios desprezam. Ninguém produzirá artigos de qualidade inferior; não haverá uma população constituída por milhares de pessoas pobres, criando um mercado para artigos que ninguém desejaria comprar, se não fosse obrigado a fazê-lo; todos disporão de meios para comprar artigos de primeira qualidade e saberão rejeitartudo aquilo que não for realmente excelente; produtos grosseiros e de baixa qualidade continuarão a ser fabricados para serem usados por um período limitado de tempo, mas proclamarão abertamente sua inferioridade; não haverá falsificações.
Além do mais, as melhores e mais engenhosas máquinas serão utilizadas sempre que necessário, mas serão utilizadas apenas para facilitar o trabalho do homem; e na verdade, nem poderia ser diferente, num sistema de trabalho tão organizado como o que estamos imaginando…
Ora, tendo sido eliminada a fabricação de bens inúteis, sejam eles os nocivos artigos de luxo destinados aos muito ricos ou as vergonhosas imitações para os pobres, e estando nós ainda de posse das máquinas que eram antes usadas com o único objetivo de extorquir lucros, mas que agora passaram a ser empregadas exclusivamente para tornar mais fácil o trabalho humano, segue-se que cada operário poderá trabalhar menos; ainda mais porque até lá teremos eliminado todos os indivíduos que não trabalham e mais aqueles que apenas fingem trabalhar, de modo que cada membro da nossa fábrica terá sua jornada de trabalho bastante reduzida. Para sermos exatos, digamos que cada operário deverá trabalhar apenas quatro horas por dia.
Depois, poderemos admitir que será lícito ao artista – isto é, a todo aquele que exerce um tipo de atividade agradável e nao servil – pretender que em nenhuma fábrica todo o seu período de trabalho – até mesmo as quatro horas obrigatórias – se limite apenas à tarefa de controlar as máquinas; fica portanto assegurado que pelo menus algumas formas de atividade – e aqui me refiro àquele trabalho necessário e na verdade compulsório – serão agradáveis; o controle das máquinas não exigirá um período de aprendizado demasiado longo e mais: em nenhum caso será permitido que o operário permaneça durante todo o seu período de trabalho – por menor que este possa ser, como já vimos anteriormente – a controlar o funcionamento de uma determinada máquina; na nossa fábrica, o trabalho realmente estimulante, aquele que pode se constituir por so só uma fonte de prazer será uma forma de arte. Assim, sob um tal sistema, o trabalho deixará de ser uma forma de escravidão, pois todas as atividades que puderem ser consideradas opressivas e incômodas serão realizadas por turnos e distribuídas de tal forma que deixarão de se constituir num peso, transformando-se até numa espécie de descanso entre uma e outra atividade mais estimulante ou artística.
Livros Piratas!
Posted in Uncategorized on Abril 7, 2009 by oitentacincoAchei essa biblioteca de livros, muito foda tudo em pdf! hophop viva o pirate bay!
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Bum design!
Posted in Uncategorized on Abril 7, 2009 by oitentacincoSer Designer é…
Vc trabalha em horários estranhos (que nem as putas!)
Te pagam pra fazer o cliente feliz (que nem as putas!)
O cliente até que as vezes paga muito, mas teu empregador fica com quase tudo (que nem as putas!)
Seu trabalho sempre vai além do expediente (que nem as putas!)
Vc é mais produtivo à noite (que nem as putas!)
Vc é recompensado por realizar as idéias do cliente (que nem as putas!)
Seus amigos se distanciam de vc, e vc só anda com outros iguais a
vc (que nem as putas!)
Quando vai ao encontro do cliente, vc tem de estar sempre
apresentável (que nem as putas!)
Mas quando vc volta, parece saido do inferno (que nem as putas!)
O cliente quer sempre pagar menos e que vc faça maravilhas (que nem as putas!)
Quando te perguntam em que trabalhas, tens dificuldade de explicar (que nem as putas!)
Se as coisas dão errado, é sempre culpa sua (que nem as putas!)
Jesus Super Star!
Posted in Uncategorized on Março 23, 2009 by oitentacincoA maior campanha publicitária da história da humanidade foi a de Jesus Cristo.Ela lançou um slogan universal:”Amai-vos uns aos outros” . E um admirável logotipo: a cruz.
No Renascimento, os grandes produtores e os mecenas da Igreja, a agência vaticano, não hesitavam em contratar os maiores criadores de sua época: Miguelangelo, Leonardo da Vinci , Rafael, Lê Benin e tantos outros. As igrejas foram durante séculos consideráveis centros culturais, com escolas, concertos, grandes músicos, bibliotecas, afrescos, esculturas, artistas e mestres.
A publicidade sempre viveu da contribuição fundamental da agência. Os Apóstolos da comunicação. Ela procura sem esmorecer logotipos e símbolos universais. Quebra a cabeça para bolar slogans que se tornem divisas tão simples e fortes como o “Amai-vos uns aos outros”. Enche as revistas de mulheres belíssimas,intocáveis, virgens sobre o papel glacê. Mas esquece tudo o mais, toda a imagística piedosa do caminho da cruz, a violência dos soldados, os corpos feridos, a dor aceita como redenção.
“Nunca falar de modo negativo, evitar os textos profundos, e o sentido, principalmente não confrontar o público com o real, mostrar-se simplório, pensar sempre que você está se dirigindo a subdotados”, eis o que não cessam de repetir nos seminários de formação de publicitários. Quanta asneira!
Eu acreditava que os Beatles tinham dito a verdade quando afirmaram ser tão famosos quanto Jesus Cristo.
A publicidade é o contrário do amor. Promete tudo e não dá nada. É o catecismo da religião do consumo.
A publicidade é um livro de missa sem imaginação, sem nenhum senso do drama nem do mistério humano. É uma religião materialista, uma monstruosidade. Para os cristãos, o paraíso não é deste mundo, o reino anunciado constrói-se depois de séculos e séculos de reflexão e de provas. A publicidade confunde milagre e carteira de dinheiro, os afrescos da Capela Sistina e catálogo pornográfico, música sagrada e música internacional, o sonho de uma outra vida e o paraíso imbecil do frescor de vida, a pietà e a garota.
A PUBLICIDADE É UM CADÁVER QUE NOS SORRI
(Oliviero Toscani)
Nike Shit Walking!
Posted in Uncategorized on Março 19, 2009 by oitentacincoNos dias de hoje estamos tão preocupados com nossos “pequenos problemas” que não reparamos que tem muita coisa horrível acontecendo mesmo porque não queremos mais aflição em nossa vida. Porem muitas pessoas ao redor do mundo sofrem, e cabe aquele que tem algum poder mudar, ou ao menos tentar alterar esse “circulo vicioso” de indiferença em que vivemos.
Assistimos na televisão alguma criança morrendo de fome em um pais miserável e 5 minutos depois vemos uma serie norte americana validando as virtudes de uma vida economicamente estável e sem preocupações sociais. A base de uma mudança social ano depende de bruscas mudanças, e sim de pequenos fatores. Quando resolvi escrever esse texto, não tive a intenção de convencer pessoa alguma a sair da segurança e conforto de sua casa para sujar as mãos, venho por meio deste tentar explicar a grande diferença que podemos fazer, sem alterar o estilo de vida que apreciamos.
Grandes Multinacionais sempre controlaram seus empregados de uma forma opressiva sem que a classe trabalhadora desse conta. Hoje com a chamada “globalização” temos acesso a informação que não era possível antes. Empresas com a Nike que surgiram como uma simples fábrica de calçados esportivos, agora operam um verdadeiro império.
Não ha nada de errado nisso muito pelo contrario acredito que todos nos em um sistema capitalista temos o direito de fazer o melhor possível. São os meios que fazem a diferença.
Nike tem custo mínimo na produção de seus produtos o que permite um excessivo gasto em marketing e pesquisa de mercado. A revolução que a Nike criou no mercado, funciona de uma forma insana, se paramos para pensar.
Alem de propaganda gratuita em seus produtos, eles conseguiram convencer milhões de pessoas que e de extremo bom gosto exibir seu logo tipo, convencendo ate os mais novos que e necessário, essencial para sua vida haver marca dessa empresa e assim ser aceito por outros de sua idade.
Essas imagens entram em nosso subconsciente sem percebermos, e quando temos que escolher um calcado ou acessório escolhemos os símbolo familiarizados como que por instinto.
A formula do sucesso da Nike e muito simples produzir acessórias de qualidade a baixo custo.
Como isso e possível ?
Explorando milhões de pessoas miseráveis nos países onde a situação econômica e mais critica, onde podem fazer seus operários a trabalharem 12 horas por dia ganhando menos de 30 centavos por dia.
A Nike tem fabricas ao redor do mundo, especialmente em países de terceiro mundo, onde as leis sejam escassa e onde os direitos humanos não são respeitados.
A fabrica da indonésia emprega trabalhadores menores de idade, crianças de 12,13 anos trabalham turnos de 12 horas em condições tão horríveis que seria difícil achar algo parecido em nosso pais.
Justificativas poderiam ser apresentadas se a companhia fosse uma pequena empresa local, mas estamos falando de uma dos maiores impérios do mundo.
A custa de mães solteiras que em um pais pobres e islâmico, não conseguem encontrar um trabalho digno para alimentar seus filhos sendo assim devem se submeter a uma vida de semi-escravidão.
Quando ativistas a favor dos direitos humanos começaram a investigar os estabelecimentos da Nike em indonésia, não podiam acreditar em que seus olhos viam, alem da vida de semi-escravidão de seus operários, ainda são forcados a trabalhar com produtos químicos altamente tóxicos e sem nenhuma proteção.
Essa fábrica se transformou em um alvo para ativistas a favor dos direitos humanos ao redor do mundo.
Nike tem fabricas nos países mais miseráveis do mundo, onde lhes garante mão-de-obra barata e sem ter que cumprir nenhum dos deveres de um empregador de uma pais de primeiro mundo.
Bolas de Futebol da Nike são feitas em pequenos quartos sem janelas, por velhos jovens e crianças sentados no chão de cimento em pequenas aldeias do Afeganistão.
Tênis da Nike vem de suas putrificas fabricas no Vietnã, Indonésia Camboja e China.
O que você pode fazer para combater essa injustiça? Simplesmente não compre nada que a NIKE produtos. E o mínimo que você pode fazer.
O que é design?
Posted in Uncategorized on Agosto 26, 2008 by oitentacinco”Hoje em dia, temos a impressão de que ninguém mais lembra o significado de design. Uma palavra tão simples, que faz parte do nosso dia-a-dia de tantas formas diferentes. Você assiste a um comercial que fala do novo design da escova de dentes, lê um anúncio do novo design do carro, vê o rótulo da água mineral fazer alarde do novo design da garrafa. Mas será que design é só isso? Uma roupa nova?
Existe uma máxima do design que diz que a forma é a função. Ou seja, o design não é só a roupa nova, mas também a preocupação para que serve essa roupa. Uma preocupação importante, não é mesmo? A roupa que se usa para ir a um casamento não é a mesma que se usa para ir à praia. Mas não estamos esquecendo de alguma coisa? Será que não existe um pequeno universo entre o conceito de forma e o conceito de função?
E quanto à função do próprio design? Pra que ele serve? Design é uma profissão? Design é uma atividade econômica? Design é arte? Design é entretenimento? Design pode ter uma função social? Design pode não ter uma função? Design pode ser fantasia? Design pode ser otimismo, esperança e bom humor?
Todas essas perguntas são muito importantes, e cada uma delas tem muitas respostas. Quem tem interesse em design deve encontrar a sua própria resposta. Mas, se procurarmos todos juntos, tudo pode ficar mais fácil.”